Governo do Distrito Federal
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19/04/12 às 14h22 - Atualizado em 13/11/18 às 14h37

Boi de seu Teodoro se apresenta em homenagem a Brasília

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boi seu teodoro

O Bumba-meu-Boi de seu Teodoro é uma das atrações da comemoração do aniversário de 52 anos de Brasília.

 

Serão duas apresentações: a primeira, no dia 20 de abril (sexta-feira), às 6h30 da noite, na Rodoviária do Plano Piloto; e a segunda, às 4h da tarde do dia 21 de abril (sábado), na Bienal do Livro e da Leitura.

 

O BUMBA-MEU-BOI INVADIU O CERRADO

 

Uma das manifestações culturais nordestinas que melhor se adaptou ao Distrito Federal foi, sem dúvida, o Bumba-meu-Boi.

 

Isso, graças ao esforço do Mestre Teodoro, um maranhense que deixou sua terra natal, mas trouxe com ele o folclore e a arte popular típicos da sua região.

 

A paixão de Teodoro Freire pelo bumba-meu-boi começou ainda na infância. O maranhense, nascido na cidade interiorana de São Vicente de Férrer, teve o primeiro contato com a tradição do folclore nordestino aos oito anos.

 

Embora sua mãe o proibisse de assistir às apresentações por medo de brigas nas ruas, ele não resistia e saía de casa às escondidas. O encanto pela tradição o acompanhou até a sua morte, aos 91 anos, em janeiro deste ano.

 

Seu Teodoro costumava dizer que, além da família, tinha três paixões na vida: o bumba-meu-boi, na cultura; o Flamengo, no esporte; e a Mangueira, no carnaval.

 

Em Brasília, Seu Teodoro chegou em 1962, quando começou a trabalhar como contínuo na UnB. Em dezembro do mesmo ano, deu início ao projeto do bumba-meu-boi na cidade. Em 1963, criou o Centro de Tradições Populares, em Sobradinho, a 20 km de Brasília, para difundir festas e danças do folclore nordestino.

 

Mas o que tornou seu Teodoro conhecido foi mesmo o bumba-meu-boi, uma espécie de auto que encena o rapto, a morte e a ressurreição do boi.

 

A festa do Bumba-meu-boi é uma tradição que se mantém desde o século XVIII. Numa fazenda de gado, Pai Francisco mata um boi de estimação de seu senhor para satisfazer o desejo de sua esposa grávida, Mãe Catirina, que quer comer língua. Quando descobre o sumiço do animal, o senhor fica furioso e, após investigar entre seus escravos e índios, descobrem o autor do crime e obriga Pai Francisco a trazer o boi de volta.

 

Pajés e curandeiros são convocados para salvar o escravo e, quando o boi ressuscita urrando, todos participam de uma enorme festa para comemorar o milagre. Brincadeira democrática que incorpora quem passa pelo caminho, o Bumba-meu-boi já foi alvo de perseguições da polícia e das elites por ser uma festa mantida pela população negra da cidade, chegando a ser proibida entre 1861 e 1868.

 

O atual modelo de apresentação dos bois não narra mais toda a história do 'auto', que deu lugar à chamada 'meia-lua', de enredos simplificados.


Sotaque da Baixada – embalado por matracas e pandeiros pequenos, um dos destaques deste sotaque é o personagem Cazumbá, uma mistura de homem e bicho que, vestido com uma bata comprida, máscara de madeira e de chocalho na mão, diverte os brincantes e o público. Outros usam um chapéu de vaqueiro com penas de ema.


CONTATO:

Guarapiranga Freire

(61) 9669-1020