Governo do Distrito Federal
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17/04/19 às 11h11 - Atualizado em 17/04/19 às 11h13

Audiência pública na Câmara Legislativa discute situação das bibliotecas do DF

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Cultura reafirma compromisso de revitalizar equipamentos e pede alinhamento com Educação e administradores regionais

 

O secretário de Cultura, Adão Cândido, afirmou ontem em audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal o objetivo da pasta em inaugurar um novo ciclo a fim de fortalecer as bibliotecas públicas locais. Durante o debate, ele também lembrou da urgência na elaboração de políticas públicas que fomentem a valorizaçãos destes espaços.

 

Segundo Cândido, o sistema de bibliotecas públicas “é o elo mais frágil da cadeia da cultura” e é necessário enfrentar este desafio. A solução passa por um alinhamento maior da pasta de Cultura com a Secretaria de Educação e os gestores locais, hoje responsáveis pelas bibliotecas do DF. Nesse sentido, ele destacou que é fundamental a formalização de parcerias e patrocínios para revitalizar os espaços. “A Secretaria de Cultura já está em tratativas com o Google para digitalização do acervo documental, histórico e fotográfico da pasta, o que vai facilitar o acesso do público ao livro”.

 

O subsecretário de Patrimônio Cultural, Cristian Brayner, lembrou da importância das bibliotecas do DF. Números de 2018 mostram que 200 mil pessoas passaram por elas na capital. O gestor informou que o DF figura como a segunda unidade da federação em mais acesso a esses equipamentos, e que, apesar disso, dez de suas 31 regiões administrativas ainda não contam com o equipamento. “Preocupam-me em especial as situações de Fercal, Paranoá, Planaltina e Varjão”, pela demanda não atendida.

 

Brayner, bibliotecário de formação, propôs uma agenda para fazer valer a intenção da Cultura de alavancar os espaços: estreitar os laços entre os diversos atores governamentais envolvidos na gerência das bibliotecas, implementar os acervos, alinhar ações de infraestrutura e visitar as unidades para ouvir o que o usuário tem a dizer. Para ele, muitos espaços ainda são improvisados e falta qualificação de pessoal. “Nossa ideia é aplicar o sistema de bibliotecas públicas de software moderno de gestão em rede dos equipamentos, o que vai unificar todo o sistema”.

 

O subsecretário de Patrimônio lembrou que bibliotecas refletem os índices de desenvolvimento humano, que demandam investimentos relativamente baixos para alto retorno social. Citou discurso do governador do GDF, Ibaneis Rocha, que “esse governo tem de ser para os mais pobres”, e associou a existência de bibliotecas ao acesso a oportunidades de ascensão social.

 

O deputado distrital Jorge Vianna (Podemos), presidente da Comissão de Cultura, Saúde e Educação, condutor da audiência, alertou para a necessidade de investimentos efetivos na área. “Não podemos depender exclusivamente de emendas parlamentares”, disse.

 

O distrital Fábio Felix (PSOL-DF) afirmou do plenário que “o recurso público tem de chegar onde é necessário”. O distrital Leandro Grass (Rede) defendeu que as bibliotecas saiam da égide das administrações regionais.

 

Participaram ainda da audiência pública, na mesa, a chefe da biblioteca da CLDF, Cleide Cristina Soares, que defendeu mais investimento nos equipamentos, o presidente do conselho regional de Biblioteconomia da Primeira Região, Fábio Lima Cordeiro, que pediu a valorização dos profissionais de sua área, o coordenador do grupo de trabalho das bibliotecas públicas do DF, Jeferson Dantas, que advogou mais debates na área.