Governo do Distrito Federal
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2/05/16 às 17h34 - Atualizado em 13/11/18 às 14h50

Ato pela paz reúne lideranças mundiais

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Gesto simbólico no Revezamento da Tocha terá Graça Machel e mensagem do Papa

(Brasília, 28/4/2016) – A terça-feira de chegada da Tocha Olímpica a Brasília será marcada por muita festa, mas também por um clamor pela Paz Mundial. A celebração no palco da Esplanada dos Ministérios também contará com a realização de um ato para preparar a chegada da tocha, realizado pelas Secretarias de Cultura, de Segurança Pública e da Paz Social e do Esporte e Turismo do DF, em parceria com a Universidade Internacional da Paz (Unipaz) e a United Religions Initiative (URI). O Papa Francisco encaminhou uma mensagem especialmente ao Brasil por ocasião da chegada da Tocha, que será lida durante o ato. “Também vamos contar com a presença da Graça Machel, que nos honrará com a celebração da paz mundial momentos antes da chegada da Tocha à Esplanada”, acrescenta o governador, Rodrigo Rollemberg. 

A líder pacifista moçambicana Graça Machel é uma das mais reconhecidas ativistas internacionais pelos direitos humanos, criadora da organização sem fins lucrativos voltada ao atendimento de crianças na África, Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade. Viúva do Nobel da Paz Nelson Mandela, ela iniciou sua militância política em Portugal, quando estudava filologia na Universidade de Lisboa. Lutou na guerrilha contra as tropas portuguesas em Moçambique, quando ainda era casada com Samora Machel, que tornou-se o primeiro presidente do país. Participou ativamente da reconstrução do país devastado pela guerra civil deflagrada no final dos anos 70. Foi ministra da Educação e Cultura por dez anos e recebeu diversos prêmios internacionais, inclusive a medalha Nansen das Nações Unidas pelo estudo que coordenou sobre o Impacto dos Conflitos Armados na Infância.

O ato também contará com a presença do único brasileiro campeão olímpico nas pistas de atletismo, o brasiliense Joaquim Cruz. Nascido em Taguatinga, começou treinando basquete, mas logo foi deslocado para o atletismo, com diversas medalhas internacionais conquistadas desde jovem. Foi em 1984, nas Olimpíadas de Los Angeles (EUA), que Joaquim Cruz realizou um feito histórico. Na final dos 800 metros, não apenas conseguiu o primeiro lugar, como também quebrou o recorde olímpico, concluindo a prova em 1min e 43 segundos. O mundo era apresentado a um grande atleta. Apesar da juventude (o meio-fundista tinha apenas 21 anos), o Cruz emocionou o país, que assistia ao vivo, pela primeira vez, um brasileiro vencer uma prova e subir no topo do pódio olímpico.

O ato pela Paz Mundial será coroado com encontro interreligioso, realizado em parceria com a Universidade Internacional da Paz (Unipaz) e a United Religions Initiative (URI), que levarão representantes de diferentes vertentes religiosas para celebrarem a Paz Mundial. Antes, ao meio-dia, Graça Machel participa de ato celebrativo na Unipaz, no qual tocará o sino da paz. O objeto é uma réplica do sino localizado no jardim das Nações Unidas, em Nova York, e é uma doação da Associação Internacional do Sino da Paz de Tóquio. Forjado com moedas de bronze de mais de 100 países, o sino, quando tocado, simboliza a irradiação da Paz Mundial.

Para abrilhantar ainda mais o ato na Esplanada dos Ministérios, a Secretaria de Cultura do Distrito Federal vem, por meio desta, solicitar ao Ministério da Cultura a viabilização da vinda da cantora indígena Djuena Tikuna, que tem se destacado no cenário no cenário mundial, pela suavidade e timbre cristalino da voz, e pela divulgação da cultura indígena pela força de sua voz. Durante o ato, ela interpretará o Hino Nacional na língua tikuna, o que terá importância histórica no contexto dos jogos olímpicos.

Povos Indígenas pela Paz

Antes de chegar à Esplanada, a tocha será conduzida pelo atleta indígena Kamukaiká Lappa Yawalapíti no trajeto interno do Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília. É a primeira vez na história que esse símbolo ingressará em um local fechado. Para recepcioná-la, os índios farão um ritual de celebração pela paz mundial e pela garantia do direito às suas terras e preservação de suas línguas e cultura.

Na segunda (2), às 15h, no Memorial dos Povos Indígenas, o Conselho Nacional de Políticas Indigenistas dará entrevista coletiva sobre a participação dos índios brasileiros na condução da Tocha Olímpica.

Durante a entrevista, os indígenas divulgarão carta aberta à população brasileira e mundial informando os riscos que a aprovação da PEC 215 representa à sobrevivência cultural das diversas etnias. Estarão presentes lideranças como Sônia Guajajara e os Xacriabá, que virão de Minas Gerais.