Governo do Distrito Federal
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25/08/17 às 14h52 - Atualizado em 13/11/18 às 15h07

Atividade celebra Dia de Visibilidade Lésbica

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Ação é parte de uma programação especial que se iniciou no dia 22 de julho

O dia 29 de agosto é Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. A data que mobiliza atividades e reflexões em todo o país marca um momento especial para a cultura no Distrito Federal. Neste dia, na Pontão de Cultura Casa do Cantador, acontecerá o pré-lançamento do Prêmio FAC Cultura LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais) – parte do segundo bloco de Prêmios Cultura e Cidadania. A atividade tem início às 20h, quando o Prêmio vai ser apresentado à população, em seguida, acontecerá um show da rapper Vera Veronika, com participação especial do grupo Contém Dendê, finalizando a noite.

A programação foi pensada em parceria com a 13ª Ação da Visibilidade Lésbica, iniciativa que teve início em 22 de julho e segue até 19 de setembro, quando será finalizada com uma oficina de cuidados e saúde para mulheres lésbicas. Essa é uma das primeiras ações da Secretaria de Cultura a ser realizada nesta data especificamente para esse grupo. A iniciativa no Pontão Casa do Cantador é uma realização da Secretaria de Cultura por meio da Subsecretaria de Cidadania e Diversidade Cultural e integra um conjunto de ações para equidade de gênero na cultura, em defesa da diversidade e da cidadania da população LGBTI.

O 1º Prêmio Cultura LGBTI do DF visa fortalecimento, valorização, proteção, promoção, fomento, difusão e preservação da memória da cultura LGBTI, suas expressões artísticas e culturais e suas cadeias produtivas no campo da diversidade cultural do Distrito Federal e Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno – RIDE. É voltado à premiação de personalidades, grupos ou organizações que trabalhem diretamente em prol da cultura LGBTI, e/ou que contribuam com o combate à homofobia e aumento da visibilidade da cultura LGBTI.

Serão duas categorias: Pessoa Física e Pessoa Jurídica. As pessoas físicas podem ser individuais ou grupos/coletivos sem CPNJ, enquanto as jurídicas precisam ter CPNJ ativo há dois anos e podem ser com ou sem fins lucrativos (Associações, Organizações Não Governamentais, Fundações e outras instituições do gênero).

Para o secretário de Cultura, Guilherme Reis, fazer o pré-lançamento do prêmio no Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é simbólico: “A data é um marco fundamental que trata da visibilidade como mote para a discussão de demandas históricas relacionadas aos direitos das mulheres lésbicas. É importante nos posicionarmos contra todos os tipos de opressão e o Prêmio é mais um passo neste sentido”.

A subsecretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Jaqueline Fernandes, complementa: “Sabemos que a invisibilidade é uma negação perversa que nega existências e que, em muitos casos, tem sido letal. A violência gerada pela lesbofobia e as consequências brutais de uma sociedade machista e patriarcal devem estar no centro da agenda dos governos. As ações voltadas para o fortalecimento da data tem se multiplicado em todos os estados brasileiros, e é importante que esse esforço seja cada vez mais compartilhado entre governo e sociedade civil”.

Visibilidade

A importância simbólica do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica remete ao momento que lhe deu origem: o primeiro Senale – Seminário Nacional de Lésbicas, que reuniu lésbicas e mulheres bissexuais do país inteiro no Rio de Janeiro em 29 de agosto de 1996. O Senale se transformou, ao longo dos anos, no maior evento deliberativo de lésbicas e mulheres bissexuais do Brasil, questionando os padrões culturais pré-estabelecidos e propondo o rompimento com o padrão heteronormativo.

Antes de ser apresentado o Prêmio, será discutida a importância do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica e a relevância de promover políticas públicas culturais voltadas para a comunidade LGBTI. O combate à LGBTfobia é um dos objetivos de ambas as iniciativas. De acordo com o relatório “Assassinatos de LGBT no Brasil” de 2016, feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), 343 pessoas LGBT foram assassinadas no Brasil naquele ano. A cada 25 horas uma pessoa LGBT é assassinada, vítima da LGBTfobia, o que faz do Brasil o campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais.

Pesquisa realizada pela Associação Lésbica Feminista Coturno de Vênus entre 2002 e 2003 com 1793 mulheres que se identificaram como lésbicas ou bissexuais, 63% indicaram já ter sofrido alguma violência lesbofóbica em suas vidas, sendo que 45% das respondentes afirmaram sofrer lesbofobia na vida cotidiana. Deste total, 44% dessas situações ocorreram no âmbito familiar, 24% dentro do círculo de amizades, e outros 24% no espaço do trabalho. Outros espaços onde ocorreram estas manifestações foram: vizinhança (18%), comércio e serviços em geral (7%), serviços médicos (10%), contexto imobiliário (procura por compra, aluguel de apartamento, moradia, etc.) (7%), serviços e administrativos e públicos diversos (6%), polícia/delegacias (3%), no âmbito jurídico (2%). Ao pré-lançar o Prêmio nesta data, a Secretaria soma esforços na luta contra a homofobia, lesbofobia, transfobia e outras formas de opressão e discriminação.

Serviço

Dia Nacional da Visibilidade Lésbica

Quando: 29 de agosto, terça-feira, às 20h

Local: Pontão de Cultura Casa do Cantador, Ceilândia-DF – Quadra 32 Área Especial G – Ceilândia Sul, Brasília – DF

Programação

20h – Mesa de Abertura

– Kika Sena, performer e poeta – abrirá a atividade com uma poesia de seu livro recém-lançado: Periférica

– Apresentação da Minuta Cultura LGBTI e do Prêmio FAC Cultura LGBTI

– A importância do Dia da Visibilidade Lésbica – Coturno de Vênus, coletivo lésbico-feminista

– A relevância de promover políticas públicas culturais voltadas para a comunidade LGBTI – Luana Ferreira, produtora cultural

21h – Show de Vera Veronika com participação especial Contém Dendê

A partir das 20h – Feira Criativa de Empreendedoras/es LGBTI

– Casa Ipê

– Arte em Papel

– Instituto Cultura Arte Memória LGBT

– Projeto Caçamba

– Beeshona