Governo do Distrito Federal
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7/01/13 às 14h22 - Atualizado em 13/11/18 às 14h38

Alegria, paz e segurança marcaram a festa da virada na Esplanada dos Ministérios

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A passos largos, Cibele Almeida descia o Eixo Monumental rumo à Esplanada dos Ministérios. Eram quase sete da noite do dia 31 de dezembro e a auxiliar de escritório estava atrasada para o show “mais importante da virada”, de acordo com ela.

O show a que Cibele se referia era da cantora Ellen Oléria. A jovem tinha trabalhado até às duas da tarde naquele dia, voltou pra casa em Ceilândia, se arrumou e correu para pegar o ônibus até a rodoviária do Plano Piloto.

“Não posso perder esse show. Sou fã da Ellen desde quando ela começou a cantar. Quando ouço aquele vozeirão me dá uma sensação boa, parece que minha alma se acalma”, declarou a fã, entusiasmada.

Cibele tinha razão. Quando Ellen Oléria subiu ao palco, as pessoas que haviam chegado para a festa da virada entraram no ritmo e dançaram e cantaram com a brasiliense que se apresentava de graça na capital pela primeira vez após a vitória no The Voice Brasil.

Ellen entrou depois do grupo Na Lata, misturou Jorge Benjor, Paulinho Moska e O Rappa com canções próprias, convidou GOG para subir ao palco e cantar com ela e deu um show de simpatia e talento, para delírio dos fãs.

Era só o começo da festa da virada promovida pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Depois de Ellen vieram Plebe Rude, Paula Fernandes, Forró de Vitrola, Renata Jambeiro, Dhi Ribeiro, Tereza Lopes e Ana Cristina; além da dupla Fernando e Sorocaba, que encerraram a festa.

À meia-noite, o público fez, em coro, a tradicional contagem regressiva. O som da bateria da virada, formada por ritmistas de escolas de samba do Distrito Federal, anunciou o início da queima de 10 toneladas de fogos de artifício. Durante mais de 20 minutos, a explosão de luzes coloridas e formatos variados emocionou o público.

Para o secretário de Cultura, Hamilton Pereira, a reunião de grandes nomes da música local e nacional demonstra a diversidade cultural da capital do país. “Brasília recebe o que é produzido em todos os cantos do Brasil, mas também produz sua própria arte. Os shows de Ellen Oléria, Na Lata e Plebe Rude estão aí para mostrar isso”, avaliou o secretário. “A capital da 6ª economia mundial precisa valorizar essas festividades”, enfatizou.

Programação de fé – Sob a benção dos orixás, cerca de 5 mil pessoas comemoraram o réveillon na Prainha do Lago Sul, que se transformou em grande palco de diversidade e boas energias para o novo ano que se aproximava. Famílias, casais e amigos brindaram à virada, cantaram ao som dos ritmos africanos e fizeram oferendas para Iemanjá e Oxum às margens do Lago Paranoá.

Entre as atrações musicais estavam Os Crioulos, OyaBagan, Xaxará de Prata, Asé Dudu, Obará, Pé de Cerrado e Requebrarte. As religiões de matriz africana foram exaltadas com a montagem de 15 tendas para atendimento ao público. Em quatro delas eram vendidos pratos típicos da culinária afro-brasileira, como acarajé, vatapá e bobó de camarão. Uma feira afro-cultural expôs artesanatos, camisetas dos orixás e CDs com cânticos da religião, além de artigos de umbanda e candomblé.

Este ano, o GDF valorizou a tradicional festa reforçando a estrutura do evento: um grande palco em formato de túnel, com 40 metros de extensão, recebeu as atrações. Para o presidente da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno, Rafael Moreira, o réveillon na Prainha superou as expectativas. “Deixamos de ser esquecidos e passamos a ser valorizados desde o ano passado. Este ano a estrutura foi ainda melhor e mais elaborada”, comemorou Rafael.

Um dos pontos altos da festa foi o cortejo com as oferendas para Iemanjá e Oxum, que saiu da Rodoviária do Plano Piloto com 300 baianas por volta de 20h30. O carro aberto do Corpo de Bombeiros passou pela Esplanada dos Ministérios e seguiu para a Praça dos Orixás, aonde chegou às 21h35min. A festa contou ainda com queima de fogos em uma balsa no Lago Paranoá. (Com informações da Agência Brasília)